Pesquisas recentes mostram uma queda na confiança dos brasileiros no Supremo Tribunal Federal (STF), com os índices de desconfiança atingindo patamares recordes ou os menores níveis das séries históricas dos levantamentos.
Segundo o Datafolha, divulgado em março de 2026, 43% dos brasileiros afirmaram não confiar no STF, maior percentual registrado pelo instituto desde o início da série, em 2012. Na pesquisa anterior, realizada em dezembro de 2024, eram 38%.
O levantamento ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, em 137 municípios, entre os dias 3 e 5 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Ainda segundo o Datafolha, 38% disseram confiar pouco no Supremo, enquanto apenas 16% afirmaram confiar muito na Corte. O percentual dos que confiavam muito era de 24% em dezembro de 2024.
Genial/Quaest aponta maioria desconfiada
O levantamento Genial/Quaest, realizado entre 6 e 9 de março com 2.004 eleitores, apresentou resultado ainda mais negativo para a imagem do STF: 49% disseram não confiar na Corte, contra 43% que afirmaram confiar. Outros 8% não souberam ou não responderam.
Foi a primeira vez, desde o início da série da pesquisa, em 2022, que a parcela dos que não confiam no Supremo superou a dos que confiam. Em agosto de 2025, 50% diziam confiar e 47% não confiar.
A pesquisa também revelou que 72% dos entrevistados consideram que o STF possui poder excessivo, enquanto 18% discordam dessa afirmação.
Outro dado chama atenção: 59% disseram considerar o STF um poder aliado ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto 26% discordaram. Ao mesmo tempo, 51% reconheceram que o Supremo foi importante para a manutenção da democracia, contra 38% que discordaram.
Os números mostram uma percepção dividida sobre o papel da Corte: embora uma parcela significativa reconheça sua importância institucional para a democracia, cresce o número de brasileiros que demonstram desconfiança e avaliam que o Supremo concentra poder excessivo.
O cenário coloca a credibilidade e a imagem do STF no centro do debate público, especialmente diante do protagonismo da Corte em decisões de grande repercussão política e nacional.
