Ao que parece, Eduardo Braide e seus aliados mudaram de partido, do PSC para o PSD, mas não mudaram a prática de tentar se impor pela força do poder econômico, fraudar a cota de gênero com candidaturas ‘laranjas’ de mulheres e ainda posar de desconhecedor do mau feito.
Dessa vez, a denúncia sobre compra de candidaturas ‘laranjas’ de mulheres, envolvendo Júnior Vieira, aliado de primeira hora de Eduardo Braide e pré-candidato a deputado estadual, causou espanto até em quem já está acostumado com escândalos na política do país.
É bom lembrar que antes da denúncia de ‘candidatura laranja’ feita pela ex-vereadora de São Luís, Silvana Noely, o ex-prefeito Lahesio Bonfim (Novo) já havia acusado integrantes do PSD, partido comandado pelo pré-candidato Eduardo Braide, de tentar comprar sua saída da disputa pelo Governo do Maranhão. Ela expôs a tentativa de compra de sua candidatura por R$ 700 mil em vídeo esta semana em sua rede social, enquanto Lahesio falou durante entrevista em podcast.
E a prática tem sido recorrente. Não é de hoje que denúncias sobre fraude em cota de gênero envolve partidários próximos do prefeito Braide. E atinge até familiares: o irmão dele, deputado estadual Fernando Braide (PSD), é alvo de ação que corre na Justiça questionando seu mandato, obtido em 2022 ainda no PSC, justamente sobre acusação de uso de candidatura laranja de mulheres para atingir a cota partidária exigida por lei.
A prática é clara e só não vê quem não quer. Sem qualquer punição, aliados de Braide fizeram isso no PSC e seguem tentando fraudar a legislação no PSD. Resta saber se, mais uma vez, vão se valer da fraude ou, finalmente, serão questionados e punidos pelo crime eleitoral.
Vídeo no link abaixo:
