O candidato ao Governo do Maranhão, Orleans Brandão (MDB), se reuniu nesta quinta-feira (1º), em São Luís, com lideranças do movimento negro e quilombola do estado, ouvindo demandas e assumindo compromissos para a área em seu plano de governo para 2027.
Ao encerrar a rodada de diálogos com diferentes lideranças, Orleans assumiu compromissos concretos com a pauta. “Busquei fazer minha agenda assim, conversando com pessoas que fazem o Maranhão, e eu não poderia finalizar sem falar com vocês. Mas de nada adianta se não tiver compromisso. Me comprometo em colocar orçamento na secretaria a partir de 2027, sentar para tirar essas ideias do papel com orçamento próprio. Vamos trabalhar em conjunto com todas as áreas. Estou nesse projeto de todo o coração”, afirmou o candidato.
Orleans também defendeu um olhar mais amplo sobre a atuação do Governo do Estado, para além de obras de infraestrutura. “Qual foi o governo que mais trabalhou pelos que mais precisam? Fazer só asfalto em avenida não resolve a vida das pessoas. Quem está com as pautas que realmente importam na vida das pessoas é o governo Brandão. Vou fazer isso através da agricultura familiar, da capacitação. A gente vai colocar em prática na cultura, no saneamento básico, na empregabilidade. Acredito nas parcerias certas, nas pessoas certas, pra a gente poder avançar nesse estado”, declarou.
Ainda na reunião, o emedebista destacou números e avanços do Governo do Estado na pauta racial: 44 territórios quilombolas titularizados, o atendimento a 30,5 mil quilombolas pelo programa Maranhão Livre da Fome, a elaboração de um Plano Estadual de Políticas de Igualdade Racial, criação da Casa Quilombola, além do avanço do Certifica Maranhão voltado às comunidades quilombolas e do Iema Quilombola em Alcântara.
A secretária de Estado de Igualdade Racial, Célia Salazar, destacou a importância histórica da pauta racial para o Maranhão e a continuidade do trabalho com Orleans. “É um estado muito marcado pela cultura e história negra, mas a gente também se encontra com uma profunda marca do racismo estrutural. Mas, na contramão disso, temos um governo que efetivamente se preocupou com a questão racial, e sabemos que Orleans pode dar continuidade a esse projeto”, afirmou a secretária.
Biné Gomes Abinoko, presidente em exercício da Federação de Umbanda e Cultos Afro-Brasileiros do Maranhão e representante do Terreiro de Yemanjá, reforçou o avanço institucional da pasta nos últimos anos. “É um projeto importantíssimo para dar continuidade a esse projeto. Já transformamos a secretaria em ordinária, e, em 2027, com orçamento, vai andar com os próprios pés”, declarou.
Gardênia Mota Ayres, coordenadora nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais e Quilombolas, apresentou a principal demanda do movimento ao candidato. “Viemos discutir sobre um olhar cuidadoso em um estado com a maioria da população negra. Nossa demanda principal é a titulação dos territórios. O que nós esperamos do futuro governador é comprometimento com a equidade racial”, afirmou. Durante o encontro, as lideranças entregaram a Orleans um ofício com pedidos e propostas para a causa antirracista.
Participaram do encontro Wellington Reis, presidente da Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged); Ádemas Galvão, diretora do Centro Estadual de Referência da Mulher Negra no Maranhão; Airton Ferreira, coordenador do Centro de Cultura Negra do Maranhão; Walter Silva, vice-presidente da Federação Maranhense de Capoeira; Jacinta Maria Santos, coordenadora dos Agentes da Pastoral Negra em São Luís e do Fórum de Entidades Negras do Maranhão; Charlom Alves, secretário municipal de Igualdade Racial e Direitos Humanos de Matões do Norte; Seu Batista, coordenador de Matriz Africana de Tupacuru; Kelly Araújo, secretária adjunta de Direitos Humanos e Participação Popular; e Tatiana Pereira, superintendente da Secretaria da Agricultura Familiar.

