O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, afirmou nos bastidores da Corte que não pretende recuar na investigação que apura possíveis ligações de ministros com o caso envolvendo o Banco Master. Segundo o magistrado, a apuração seguirá “doa a quem doer”, com o objetivo de preservar a imagem e a credibilidade da própria instituição.
Fachin se reuniu na noite de segunda-feira (9) com o relator do caso, ministro André Mendonça, para discutir as menções a integrantes do STF encontradas nos dados extraídos do celular do banqueiro investigado. Entre os nomes citados nos registros estariam os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.
Durante encontro com integrantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e representantes das 27 seccionais da entidade, o presidente do Supremo também indicou que pretende levar a investigação até as últimas consequências. Na ocasião, Fachin afirmou que “nada será colocado debaixo do tapete” em relação às apurações.
O ministro também voltou a defender a criação de um código de conduta para magistrados dos tribunais superiores, com regras voltadas à ética e transparência no exercício das funções. A expectativa é que o documento seja apresentado publicamente em breve pelo presidente do STF.
