Martin De Luca questiona decisão judicial que prorrogou o horário de votação e afirma que o governo americano deverá avaliar as circunstâncias do segundo turno
O advogado Martin De Luca, que representa empresas ligadas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o reconhecimento internacional da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais brasileiras de 2026 poderá enfrentar dificuldades.
Em entrevista à CNN e em publicações nas redes sociais, De Luca criticou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prorrogação do horário de votação em meio a problemas relatados durante o processo eleitoral. Segundo o advogado, o episódio levanta questionamentos que, na avaliação dele, precisam ser esclarecidos antes do reconhecimento do resultado.
De Luca declarou que seria “praticamente impossível” que os Estados Unidos e outros países da região aceitassem o resultado sem considerar as circunstâncias da decisão judicial. Ele também afirmou que caberá ao Departamento de Estado americano se posicionar sobre o assunto.
Vitória de Lula e reação de Flávio Bolsonaro
Lula foi declarado vencedor do segundo turno das eleições presidenciais de 2026, com aproximadamente 51,8% dos votos válidos, contra 48,2% do senador Flávio Bolsonaro (PL), conforme os resultados oficiais divulgados pela Justiça Eleitoral.
Flávio Bolsonaro contestou o resultado e anunciou que pretende recorrer à Justiça para pedir a anulação do pleito, alegando irregularidades relacionadas à prorrogação do horário de votação.
Governo americano ainda não anunciou decisão oficial
Apesar das declarações do advogado, não houve anúncio oficial de que o governo de Donald Trump tenha decidido não reconhecer a vitória de Lula. As manifestações de De Luca representam sua avaliação sobre o cenário político e jurídico, e não devem ser confundidas com uma decisão formal da Casa Branca.
O episódio amplia a repercussão internacional das eleições brasileiras e coloca em evidência o debate sobre os procedimentos adotados durante a votação e seus possíveis desdobramentos diplomáticos.
