Dos investigados ouvidos nesta segunda-feira (5) na operação que apura um esquema de corrupção superior a R$ 56 milhões em Turilândia, no Maranhão, envolvendo a Prefeitura e a Câmara Municipal, apenas uma pessoa prestou depoimento.
A chefe do Setor de Compras do município, Gerusa de Fátima Nogueira Lopes, foi a única a responder aos questionamentos do Ministério Público do Maranhão (MP-MA). Segundo o órgão, Gerusa negou qualquer participação no esquema investigado.
De acordo com o MP-MA, as apurações apontam que a servidora auxiliava na gestão financeira dos recursos desviados e ocultava a não realização de contratos firmados entre a Prefeitura de Turilândia e empresas envolvidas na fraude.
Ainda segundo o Ministério Público, outros cinco investigados optaram por permanecer em silêncio, exercendo o direito constitucional de não responder às perguntas durante os interrogatórios.
Os depoimentos foram colhidos ao longo de toda a manhã, na sede do Ministério Público, em São Luís. Além de Gerusa, também foram ouvidos:
• Eustáquio Diego Fabiano Campos, médico neurocirurgião, apontado como agiota que emprestava dinheiro para campanhas políticas;
• Clementina de Jesus Pinheiro, pregoeira do município de Turilândia;
• Wandson Jonath Barros, contador do município e indicado como controlador financeiro dos desvios;
• Janaína Soares Lima, ex-vice-prefeita de Turilândia, apontada como uma das proprietárias do Posto Turi, que teria recebido mais de R$ 17 milhões entre 2021 e 2025;
• Marlon de Jesus Arouche Serrão, marido da ex-vice-prefeita e também proprietário do Posto Turi.
As investigações seguem em andamento e apuram a existência de um esquema estruturado de desvio de recursos públicos, envolvendo contratos, empresas e agentes públicos no município.
