Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) têm evitado planejar viagens aos Estados Unidos para assistir aos jogos da Copa do Mundo de 2026. O motivo seria o receio de enfrentar restrições na entrada do país ou até mesmo constrangimentos relacionados à situação de vistos, diante dos desdobramentos envolvendo a Lei Magnitsky.
Segundo informações divulgadas pela imprensa nacional, ainda não há clareza sobre a extensão dos efeitos das sanções adotadas pelo governo norte-americano em relação a autoridades brasileiras. No ano passado, o ministro Alexandre de Moraes foi alvo de medidas baseadas na Lei Magnitsky, enquanto outras autoridades também tiveram restrições relacionadas à emissão de vistos.
Apesar de os Estados Unidos terem retirado a sanção aplicada a Moraes após articulações diplomáticas, a questão dos vistos continua cercada de incertezas. Diante desse cenário, integrantes da Corte preferem evitar viagens que possam resultar em eventuais transtornos ou impedimentos na imigração.
O ministro Luís Roberto Barroso já havia se manifestado publicamente sobre o tema, classificando como “desagradável” a possibilidade de restrições de visto. Em entrevista à CNN Brasil, ele afirmou que a situação é injusta, mas reconheceu que a concessão de vistos é uma competência discricionária de cada país.
A Copa do Mundo de 2026 será realizada conjuntamente por Estados Unidos, Canadá e México. Na primeira fase da competição, a Seleção Brasileira disputará suas partidas em território norte-americano.
Além da questão envolvendo autoridades brasileiras, o governo dos Estados Unidos também adotou medidas que afetam a participação da seleção do Irã no torneio, restringindo deslocamentos da equipe dentro do país em meio às tensões geopolíticas no Oriente Médio. A decisão motivou reclamações da federação iraniana junto à Fifa, organizadora da competição.
