Candidato ao Senado cobra atenção à infraestrutura e alerta para possíveis impactos no abastecimento, na logística e, principalmente, no aumento do custo de vida dos cidadãos; ponte, estratégica para o escoamento da produção até o Porto do Itaqui, já foi condenada e terá de ser demolida
O candidato ao Senado Dr. Hilton Gonçalo (Mobiliza – 333) manifestou preocupação com os transtornos enfrentados diariamente pela população na região da Ponte do Estreito dos Mosquitos, na BR-135, único acesso rodoviário a São Luís. Para ele, o problema se arrastou por anos, sem atuação dos senadores para buscar uma solução. Agora, com o caos instalado, o Maranhão enfrenta muito mais que engarrafamentos: dificuldades prolongadas nesse corredor podem afetar o transporte de mercadorias, elevar custos logísticos e acabar pesando no bolso dos maranhenses.
A antiga estrutura, no sentido de entrada de São Luís, está passando por um processo de substituição após inspeções identificarem problemas como deslocamento de bloco de concreto, corrosão de elementos metálicos, fissuração, oxidação de armaduras e perda de rigidez estrutural. A antiga estrutura deverá ser demolida, segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) para a construção de uma nova ponte. As obras começaram no último dia 10 e a nova estrutura tem entrega prevista para 2027.
“Quem passa todos os dias por esse trecho sabe o sofrimento que é. Tenho recebido reclamações de trabalhadores, motoristas e de pessoas que perdem horas nesse trânsito. Mas a nossa preocupação vai além do engarrafamento. Se o transporte fica mais demorado e mais caro, essa conta pode chegar lá na ponta, no preço da mercadoria e na mesa da população”, afirmou Dr. Hilton.
O candidato também lembrou a tragédia ocorrida em dezembro de 2024, quando a Ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, na BR-226, entre Estreito, no Maranhão, e Aguiarnópolis, no Tocantins, desabou, deixando vítimas. Para Dr. Hilton, episódios envolvendo estruturas estratégicas reforçam a necessidade de acompanhamento permanente, manutenção e planejamento da infraestrutura rodoviária.
*Corredor estratégico para o Maranhão —* A preocupação ganha dimensão ainda maior diante da importância econômica da BR-135. Além de ser o único acesso rodoviário a São Luís, a rodovia é considerada estratégica para o Maranhão e para o país por permitir o escoamento da produção agrícola do MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) até o Porto do Itaqui.
A BR-135 também funciona como importante eixo de circulação de cargas entre as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Pela travessia do Estreito dos Mosquitos passa o abastecimento rodoviário da capital e o acesso ao complexo portuário de São Luís.
“Não estamos falando de uma rua qualquer. Estamos falando de uma rodovia por onde passam alimentos, mercadorias e parte importante da riqueza produzida na nossa região. A produção precisa chegar ao Porto do Itaqui, o caminhão precisa circular e o abastecimento de São Luís não pode ser prejudicado. Quando essa logística trava, a economia sente e a população também pode sentir no bolso”, destacou.
Para Dr. Hilton, a reconstrução da ponte é necessária, mas o problema reforça a necessidade de uma atuação permanente dos governos estadual e federal e da bancada maranhense para enfrentar gargalos de infraestrutura e buscar novas alternativas logísticas para o estado.
“Quando essa ponte para, o Maranhão para. Não podemos esperar o problema ficar mais grave, ainda, para começar a agir. Precisamos acompanhar essa obra, cuidar das nossas rodovias e pensar em outras alternativas de transporte. Um estado que produz e tem um porto da importância do Itaqui precisa ter infraestrutura à altura”, afirmou.
Dr. Hilton defendeu que deputados e senadores atuem de forma integrada com os governos estadual e federal na busca por recursos e investimentos para a infraestrutura do Maranhão.
“É hora de juntar forças. No Senado, vou trabalhar com deputados, senadores e gestores para cobrar, buscar recursos e fazer uma força-tarefa pela infraestrutura do Maranhão. Porque quando a infraestrutura falha, não é Brasília que sente primeiro. É o trabalhador, é quem produz e é a família maranhense que sente no bolso”, concluiu.
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