O calendário eleitoral impõe uma decisão importante para quem pretende disputar as eleições deste ano. Ministros, governadores e prefeitos precisam deixar seus cargos até o dia 4 de abril, prazo estabelecido pela legislação para garantir condições igualitárias na corrida eleitoral.
O objetivo da chamada desincompatibilização é evitar o uso da máquina pública em benefício eleitoral, impedindo abuso de poder político ou econômico e garantindo maior equilíbrio na disputa entre os candidatos.
No Maranhão, o cenário político também começa a se movimentar diante do prazo. Dois pré-candidatos ao Governo do Estado se encontram nessa condição: Orleans Brandão e Eduardo Braide.
No caso de Eduardo Braide, ainda há incertezas quanto à sua decisão. O prefeito de São Luís segue sem assumir publicamente uma pré-candidatura ao governo estadual, nem demonstrou movimentações mais concretas nesse sentido. A dúvida gira em torno da possibilidade de abrir mão de mais de dois anos e meio de mandato à frente da capital maranhense.
Em suas redes sociais, Braide mantém o foco na divulgação de ações administrativas em São Luís e ainda não intensificou agendas políticas no interior do estado. A ausência de visitas a outros municípios é vista por analistas como um fator que pode limitar seu alcance eleitoral, sobretudo em regiões onde sua presença ainda é pouco consolidada.
Por outro lado, Orleans já oficializou sua pré-candidatura e vem percorrendo diversas cidades maranhenses ao lado do governador e de lideranças políticas. O secretário tem investido na articulação com prefeitos, vereadores e lideranças locais, buscando fortalecer sua base de apoio em todo o estado.
A movimentação mais intensa de Orleans contrasta com a cautela de Braide, que ainda avalia os riscos políticos da disputa. Nos bastidores, aliados apontam que a decisão envolve não apenas o cenário eleitoral, mas também a possibilidade de perda do mandato atual sem garantias de vitória nas urnas.
