A mãe e o padrasto de Ágatha Isabelly e Allan Michael passaram a ser tratados oficialmente como suspeitos no inquérito que apura o desaparecimento das crianças em Bacabal, no Maranhão. A informação foi divulgada pela TV Meio Norte, do Piauí.
De acordo com o que já foi apurado, ambos apresentaram versões divergentes sobre o dia do sumiço e relataram que não saíram para procurar as crianças nas primeiras horas após o desaparecimento. Em depoimento, afirmaram que aguardaram o retorno dos menores por orientação de moradores da região, que teriam sugerido esperar cerca de 24 horas antes de iniciar buscas.
Diante das inconsistências, a mãe e o padrasto foram conduzidos novamente à delegacia para prestar novos esclarecimentos. A Polícia Civil não detalhou o conteúdo dos depoimentos, mas confirmou que novas oitivas foram realizadas como parte do aprofundamento das investigações, que seguem sem descartar nenhuma hipótese.
Paralelamente, Anderson Kauan, primo das crianças, participou novamente das buscas, desta vez com autorização da Justiça do Maranhão. Acompanhado por policiais e equipes da rede de proteção à infância, o menino refez os últimos trajetos percorridos com Ágatha e Allan, incluindo um local conhecido como “casa caída”, onde teriam se abrigado.
Cães farejadores identificaram o cheiro das duas crianças no percurso até a margem do Rio Mearim, porém não foram encontrados indícios de que Kauan tenha seguido o mesmo caminho. A Marinha concluiu o escaneamento do rio com sonar, sem novos resultados até o momento.
O caso segue sendo investigado pelas autoridades, que continuam mobilizadas nas buscas e na coleta de informações que possam levar ao esclarecimento do desaparecimento.
