O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), comentou nesta quinta-feira (2) a decisão da Polícia Militar do Estado de São Paulo de aposentar o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, preso sob acusação de feminicídio pela morte da esposa, no município de Campos do Jordão.
Durante pronunciamento, o governador afirmou ter convicção de que o crime não ficará impune e defendeu uma punição rigorosa ao oficial. Segundo ele, é fundamental que haja a perda do posto e da patente como consequência do caso.
“Que ele perca realmente o posto, a patente. E quando isso acontece, é como se ele tivesse morrido para a força. Quem é o beneficiário depois daquilo que foi objeto da contribuição ao longo do tempo? Os familiares”, declarou Tarcísio.
A fala ocorre em meio à repercussão da decisão administrativa da corporação, que prevê a aposentadoria do oficial mesmo diante das acusações. O caso segue sob investigação, e a expectativa é de que os desdobramentos judiciais determinem as responsabilidades e eventuais sanções definitivas.
O episódio reforça o debate sobre punições aplicadas a agentes públicos envolvidos em crimes graves, especialmente em casos de violência contra a mulher, e levanta questionamentos sobre os critérios de concessão de benefícios após a exclusão de integrantes das forças de segurança.
