A possibilidade de um acordo de colaboração premiada envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, passou a ser considerada por autoridades após sua prisão na terceira fase da Operação Compliance Zero. Investigadores aguardam a conclusão da perícia nos celulares apreendidos com o empresário antes de avaliar formalmente a hipótese de delação.
A Polícia Federal pretende extrair e analisar todos os dados dos aparelhos recolhidos durante a investigação para compreender a dimensão do caso e identificar eventuais envolvidos. Somente após essa etapa os investigadores devem discutir a viabilidade de um eventual acordo de colaboração.
No momento da prisão de Vorcaro, realizada em São Paulo na quarta-feira (4), agentes federais apreenderam mais três celulares que estavam com o empresário. Os aparelhos permanecem lacrados e ainda não passaram por perícia. Com isso, o total de dispositivos recolhidos do dono do Banco Master chega a oito, todos destinados à extração de dados e análise investigativa.
Uma eventual colaboração premiada poderia ser firmada diretamente com a Polícia Federal ou com o Ministério Público. A legislação brasileira permite que o acordo seja celebrado tanto por delegados quanto por membros do Ministério Público, conforme estabelece a Lei das Organizações Criminosas.
O receio de uma possível delação ganhou força após o vazamento de mensagens que indicariam proximidade de Vorcaro com autoridades públicas. As primeiras análises de dados extraídos dos celulares indicam que o banqueiro mantinha interlocução com representantes dos Três Poderes. Caso opte pela colaboração premiada, o empresário deverá apresentar provas consistentes para sustentar suas declarações, além de apontar possíveis envolvidos em um eventual esquema investigado.
