Uma ala no desfile de Carnaval 2026 no Sambódromo da Marquês de Sapucaí, que retratou evangélicos e conservadores como “famílias em conserva” dentro de latas, gerou forte indignação e acusações de desrespeito à fé de milhões de brasileiros. A encenação rapidamente repercutiu nas redes sociais e mobilizou lideranças religiosas em diversas regiões do país.
Segundo manifestações de pastores e representantes de igrejas, a apresentação ultrapassou os limites da liberdade artística ao utilizar símbolos e estereótipos associados à fé cristã. Para muitos fiéis, a encenação foi interpretada como uma forma de ridicularização pública.
Lideranças evangélicas afirmaram que não se trata de questionar o Carnaval como manifestação cultural, mas sim de exigir respeito às crenças religiosas. “O Brasil é um país plural, e a fé de milhões de pessoas precisa ser tratada com responsabilidade”, destacou um pastor durante pronunciamento transmitido nas redes sociais.
Especialistas apontam que o episódio reacende o debate sobre os limites entre liberdade de expressão, crítica social e respeito religioso. O tema também reforça discussões sobre intolerância religiosa e convivência democrática em um país marcado pela diversidade cultural e de crenças.
