Avançou nos bastidores de Brasília uma articulação política e institucional que discute uma eventual transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro para o regime domiciliar. A movimentação envolve aliados próximos, autoridades do Palácio do Planalto e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com informações apuradas, a mobilização conta com a participação direta da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, além do apoio reservado de ministros da Suprema Corte, como Gilmar Mendes e Nunes Marques. Um dos principais elementos que fortalecem a discussão é um novo laudo médico elaborado pela Polícia Federal, que aponta limitações nas condições de saúde do ex-presidente.
Nos bastidores do Judiciário, Gilmar Mendes teria sido um dos responsáveis por sensibilizar o ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito que investiga a suposta tentativa de golpe, a receber Michelle Bolsonaro em seu gabinete no último dia 15 de janeiro. Embora ressalte que a decisão final cabe exclusivamente ao relator, Gilmar tem demonstrado apoio à mudança de regime, levando em consideração o quadro clínico de Bolsonaro.
Já o ministro Kassio Nunes também teria sinalizado concordância com a possibilidade de transferência para o regime domiciliar, reforçando o entendimento de que as condições médicas devem ser analisadas com cautela e responsabilidade.
Apesar das articulações em curso, o tema segue sob análise e não há, até o momento, uma decisão formal do STF. O assunto, no entanto, ganhou força nos últimos dias e passou a ocupar espaço central nas conversas políticas e jurídicas em Brasília.
