CIÊNCIA E RELIGIÃO: O CONHECIMENTO NA ANTIGUIDADE

CIÊNCIA E RELIGIÃO: O CONHECIMENTO NA ANTIGUIDADE

Prof Dadson Leite.

Este é um artigo que trata dos conhecimentos científicos e da evolução das religiões. A primeira parte relata as civilizações antigas e suas crenças em fenômenos naturais.

O texto não trata de investigações teológicas e de cunho espiritual, mas apenas um relato de que a ciência e a religião nascem da mesma vontade de explicação dos fenômenos da natureza.

Civilização antigas, como os babilônicos e os egípcios, tratavam a matemática e a astronomia com maestria. Apesar das poucas contribuições em outras áreas das ciências, como a física, esses povos acabaram por desenvolver rotinas através de observações feitas na natureza, bem como a organização dos astros celestes e o ciclo do Sol e da Lua. Calendários foram pensados e ciclos de plantação e colheita foram formulados.

Outros fenômenos, como eclipses, marcavam início e fim de eras, que poderiam ser previstos. Além de toda contribuição quanto a organização da sociedade, esses povos tratavam tais fenômenos como atribuições divinas, no caso do Egito, a reverência ao deus Sol e as atribuições de suas vontades através dos ciclos que nossa estrela apresenta em relação à Terra.

O povo egípcio também tinha uma dependência muito acentuada ao grande Rio Nilo, de forma a ser venerado. Os ciclos de enchente e seca do rio eram tratados como vontades divinas, mas previsto através de modelos matemáticos e observações.

A pergunta que nasce é: Será que as atribuições divinas da época e as observações científicas eram meras coincidências? Essa pergunta requer uma resposta que se torna subjetiva, pois como dito no início deste artigo, a vontade de explicações de fenômenos da natureza era muito grande (assim como hoje).

Isaac Newton falava, no século XVII, que a matemática é a linguagem que úne o homem a Deus. Então, levando em consideração as palavras de Newton, modelos de observações e de previsões matemáticas nada mais são que a vontade de Deus que isso seja previsto através da ciência.

Mas, voltando aos povos da antiguidade, os babilônicos desenvolveram uma astronomia motivada pela agricultura, religião, astrologia e confecção de calendários. Na prática, a astronomia tinha, para os babilônicos, um significado político e principalmente religioso.

Os astrônomos trabalhavam em templos religiosos. As observações não eram muito acuradas, mas importante para a catalogação. Calendários estrelares foram desenvolvidos e esses mesmos calendários deram origem aos zodíacos (12 constelações) que, mais tarde, os gregos usaram como âncora para sua civilização politeísta. Os zodíacos que usados até hoje para explicar comportamentos, segundo a astrologia (que não é ciência, diga-se de passagem).

Quanto à organização do cosmo (universo em harmonia), os babilônicos usaram a teoria de terra plana, o universo se desenvolve em uma campanula, onde a Terra é a superfície inferior e os astros, como o Sol e a Lua se revezam em ciclos de 12 horas para cada. As superfícies superiores (chamada de domo) eram transparentes e, acima do domo, uma grande quantidade de água existia (águas celestiais), explicando a coloração azul do céu. Textos encontrados em livros de referências para algumas religiões, falam de uma conjuntura semelhante, pois podem ter sido baseados em escritos dessas civilizações.

Para que fique esclarecido, nem sempre o que a ciência nos povos antigos produziu estava correto, pois a falta de estudos anteriores ou do desenvolvimento de modelos matemáticos e de instrumentos de medição ou observação influenciou muito para tais resultados.

A metafísica e a cosmogonia substituíram muito bem a lacuna que a ciência deixou, mas o distanciamento de modelos de explicações divinas e a ciência andaram, durante muito tempo, de mãos dadas.

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