Em uma sessão marcada por tensão e embates entre base governista e oposição, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aprovou, nesta quinta-feira (26), todos os 87 requerimentos que estavam na pauta. A votação foi simbólica e realizada em bloco.
Entre os pedidos aprovados estão as quebras de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Também foram incluídos requerimentos envolvendo o Banco Master e a empresa CredCesta.
Além das quebras de sigilo, o pacote aprovado contempla a representação pela prisão preventiva do presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), Abraão Lincoln Ferreira da Cruz.
A comissão também aprovou as convocações do ex-líder do governo no Congresso durante a gestão de Michel Temer, André Luis Dantas Ferreira (André Moura), e do sócio do Banco Master, Augusto Ferreira Lima.
Após o anúncio do resultado, houve tumulto no plenário. Parlamentares governistas questionaram a contagem de votos e a condução da votação.
O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que a votação em bloco foi solicitada com base no regimento e que a verificação de quórum passou a considerar o painel eletrônico, que registrou a presença de 31 parlamentares.
Segundo Viana, foram contabilizados sete votos contrários, número que não impediu a aprovação integral da pauta.
Com a deliberação, a CPMI amplia o escopo das investigações sobre possíveis irregularidades relacionadas ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
