O ex-presidente Michel Temer se manifestou após ser retratado durante um desfile de Carnaval na Marquês de Sapucaí, em uma cena simbólica que mostrava o emedebista arrancando a faixa presidencial da também ex-presidente Dilma Rousseff. A representação fez alusão ao impeachment da petista em 2016 — episódio que setores da esquerda classificam como golpe.
Em nota enviada por sua assessoria, Temer comentou ainda o enredo que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, classificando o tom do desfile como uma “bajulação”. Para ele, não há razão para exigir rigor histórico dentro de uma apresentação carnavalesca.
“Não faz sentido cobrar rigor histórico num enredo ou questionar a troca da crítica social pela bajulação na Sapucaí”, afirmou.
O ex-presidente ressaltou que a sátira política sempre fez parte da tradição do Carnaval brasileiro e defendeu as escolhas artísticas feitas pelas escolas de samba.
“A sátira política é parte da tradição do Carnaval. E como defensor da liberdade de expressão e da liberdade artística, não julgo as escolhas feitas como tema na avenida”, escreveu.
A apresentação gerou ampla repercussão nas redes sociais e reacendeu debates sobre o uso do Carnaval como espaço de crítica política, memória histórica e posicionamento ideológico, prática comum ao longo da história da festa popular mais famosa do país.
