Um grupo de iranianos realizou a queima de uma estátua que representava Baal, divindade ligada às antigas religiões cananeias e fenícias. O ato, registrado em imagens que circulam nas redes sociais, foi interpretado pelos participantes como uma demonstração simbólica de rejeição a referências consideradas pagãs.
Baal é historicamente conhecido como o deus da tempestade, da chuva e da fertilidade nas culturas do antigo Oriente Próximo. Seu nome significa “senhor” ou “amo” em línguas semíticas, e ele ocupava posição de destaque no panteão cananeu. Textos mitológicos encontrados em Ugarit relatam suas batalhas contra forças que simbolizavam o caos e a morte, representando o ciclo de renovação da natureza.
Na tradição da Bíblia Hebraica, Baal é descrito como um falso deus e apresentado como rival de Javé, sendo associado a episódios de forte confronto espiritual no período dos reis de Israel e Judá. Os relatos bíblicos apontam para disputas religiosas intensas, nas quais o culto a Baal era condenado e combatido pelos profetas hebreus.
O episódio ocorre em um país de forte tradição religiosa islâmica, onde manifestações públicas com conotação espiritual costumam carregar também significados políticos e culturais. Até o momento, não há informações oficiais detalhadas sobre a organização do ato ou eventual posicionamento das autoridades locais.
A queima da estátua provocou repercussão nas redes sociais, dividindo opiniões entre aqueles que veem a ação como expressão de fé e os que a classificam como demonstração de intolerância cultural.
Confira o vídeo abaixo:
