A postura do prefeito Eduardo Braide, ao dar as costas para mães de crianças com microcefalia, tem causado indignação e forte repercussão entre famílias que lutam diariamente por direitos básicos e atendimento digno na capital maranhense.
Segundo relatos, o gestor municipal se recusou a ouvir o apelo de diversas mães que buscavam diálogo e soluções para demandas urgentes relacionadas à saúde, assistência social e inclusão, optando por virar as costas para o sofrimento de quem mais precisa do poder público.
Para as famílias, não se tratava de favor, mas do cumprimento de direitos garantidos por lei. Elas afirmam que o mínimo esperado de um gestor é sensibilidade e disposição para escutar quem enfrenta diariamente a dor, a falta de estrutura e o abandono institucional.
“O que foi feito não se faz, principalmente com mães de crianças com deficiência, que já enfrentam inúmeras dificuldades todos os dias”, desabafou uma das manifestantes.
A atitude foi classificada como desumana e distante da realidade de quem convive com tratamentos contínuos, falta de estrutura e carência de apoio municipal.
O episódio levanta questionamentos sobre o compromisso da atual gestão com as populações mais vulneráveis da cidade, reacendendo o debate sobre políticas públicas voltadas à inclusão e ao cuidado com crianças que necessitam de acompanhamento permanente.
Movimentos sociais e familiares cobram agora uma resposta pública da prefeitura e medidas concretas que garantam assistência adequada às crianças com microcefalia e suporte às suas famílias.
