Tenho analisado, com atenção e preocupação, alguns acontecimentos recentes envolvendo pastores da Assembleia de Deus e a senadora Eliziane Gama. Em determinados eventos públicos, o que se tem observado é um tratamento marcado pelo descaso e, em alguns casos, pelo desrespeito à parlamentar — uma postura que precisa ser refletida com seriedade.
Independentemente de posicionamentos políticos, de alinhamento à direita ou à esquerda, é inegável que Eliziane Gama está revestida de autoridade. Ela é senadora da República, legitimamente eleita, e como tal deve ser respeitada. A autoridade que exerce não está condicionada à concordância ideológica de quem quer que seja.
A Bíblia é clara ao afirmar que toda autoridade é constituída por Deus. Esse princípio não pode ser seletivo, aplicado apenas quando convém. Se cremos nas Escrituras, também devemos reconhecer que o respeito às autoridades faz parte do testemunho cristão. Mais do que críticas públicas ou gestos de desprezo, o que se espera é oração e sabedoria.
Faço este registro de forma totalmente independente. Não recebo — nem recebi — qualquer benefício, recurso ou vantagem para expressar essa opinião. Trata-se de uma observação pessoal diante de atitudes que considero incoerentes, especialmente vindas de líderes religiosos que deveriam ser exemplos de equilíbrio, respeito e coerência.
Causa estranheza perceber que agora alguns agem como se Eliziane Gama “não tivesse mais valor”. Muitos dos que hoje a tratam com frieza já foram, em algum momento, beneficiados por ações, apoio ou diálogo institucional de seu gabinete. A pergunta que fica é: ela perdeu o valor ou apenas mudou o cenário político?
Este texto é um convite à reflexão, principalmente aos pastores e líderes religiosos. Divergências políticas existem e são legítimas, mas o desrespeito à autoridade não combina com os princípios cristãos. Respeitar não é concordar com tudo — é reconhecer o papel institucional e agir com dignidade.
— Roney Costa
